viernes, 2 de abril de 2010

N


Nando Reis - N







E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?

E agora como posso te esquecer?
Se o seu cheiro ainda está no travesseiro?
E o seu cabelo está enrolado no meu peito?

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo

E agora, como eu passo sem te ver?
Se o seu nome está gravado no
Meu braço como um selo?
Nossos nomes que tem o "N"
Como um elo

E agora como posso te perder?
Se o teu corpo ainda guarda o
Meu prazer?
E o meu corpo está moldado com o teu?

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
E que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo
De novo...de novo...de novo...

sábado, 27 de marzo de 2010

O Canto da Cidade


Daniela Mercury - O Canto Da Cidade









A cor dessa cidade
Sou eu!
O canto dessa cidade
É meu!..(2x)

O gueto, a rua, a fé
Eu vou andando a pé
Pela cidade bonita
O toque do afoxé
E a força, de onde vem?
Ninguém explica
Ela é bonita...(2x)

Uô Ô!
Verdadeiro amor
Uô Ô!
Você vai onde eu vou...(2x)

Não diga que não me quer
Não diga que não quer mais
Eu sou o silêncio da noite
O sol da manhã...

Mil voltas o mundo tem
Mas tem um ponto final
Eu sou o primeiro que canta
Eu sou o carnaval...

A cor dessa cidade
Sou eu!
O canto dessa cidade
É meu!...(2x)

Não diga que não me quer
Não diga que não quer mais
Eu sou o silêncio da noite
O sol da manhã...

Mil voltas o mundo tem
Mas tem um ponto final
Eu sou o primeiro que canta
Eu sou o carnaval...

Uô Ô!
Verdadeiro amor
Uô Ô!
Você vai onde eu vou...(2x)

A cor dessa cidade
Sou eu!
O canto dessa cidade
É meu!...(2x)

Você Abusou


Vinicius de Moraes - Voce Abusou








Você abusou, tirou partido de mim, abusou
Você abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou

Mas não faz mal, é tão normal ter desamor
É tão cafona, sofredor
Que eu já nem sei se é meninice ou cafonice o meu amor

Se o quadradismo dos meus versos
Vai de encontro aos intelectos que não usam o coração como expressão

Você abusou, tirou partido de mim, abusou
Você abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
Que me perdoem se eu insisto neste tema
Mas não sei fazer poema ou canção
Que fale de outra coisa que não seja o amor
Se o quadradismo dos meus versos

Sonho Meu


Maria Bethania-Gal Costa - Sonho Meu








Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu
Vai mostrar esta saudade
Sonho meu
Com a sua liberdade
Sonho meu
No meu céu a estrela guia se perdeu
A madrugada fria só me traz melancolia
Sonho meu

Sinto o canto da noite
Na boca do vento
Fazer a dança das flores
No meu pensamento

Traz a pureza de um samba
Sentido, marcado de mágoas de amor
Um samba que mexe o corpo da gente
E o vento vadio embalando a flor

Samba da minha terra


Sebastiao Tapajos - Samba da minha terra







O Samba Da Minha Terra
Deixa a gente mole
Quando se canta
Todo mundo bole
Quando se canta
Todo mundo bole...(2x)

Quem não gosta de samba
Bom sujeito não é
É ruim da cabeça
Ou doente do pé...

Eu nasci com o samba
No samba me criei
E do danado do samba
Nunca me separei...

O Samba Da Minha Terra
Deixa a gente mole
Quando se canta
Todo mundo bole
Quando se canta
Todo mundo bole...

Quem não gosta de samba
Bom sujeito não é
É ruim da cabeça
Ou doente do pé...

Eu nasci com o samba
No samba me criei
E do danado do samba
Nunca me separei...

O Samba Da Minha Terra
Deixa a gente mole
Quando se canta
Todo mundo bole
Quando se canta
Todo mundo bole...

Aguas de Março


Antônio Carlos Jobim - Aguas de Marco








É pau, é pedra
é o fim do caminho.
É um resto de toco
é um pouco sozinho.
É um caco de vidro
é a vida, é o sol.
É a noite, é a morte
é o laço do anzol.
É peroba do campo
é o nó da madeira.
Canga, candeia
é uma Tita Pereira.
É madeira de vento
barro da ribanceira.
É um mistério profundo
é o queira ou não queira.
É o vento ventando
é o fim da ladeira.
É a vida é o vão
festa da cumeeira.
É a chuva chovendo
é conversa ribeira.
Das águas de Março
é o fim da canseira.
É o pé, é o chão
é a marcha estradeira.
Passarinho na mão
pedra de atiradeira.
É uma ave no céu
é uma ave no chão.
É um regato, é uma fonte
é um pedaço de pão.
É o fundo do poço
é o fim do caminho.
No rosto, o desgosto
é um pouco sozinho.
É um estrepe, é um prego
é uma ponta, é um ponto.
É um pingo pingando
é uma cor, é um conto.
É um peixe, é um gesto
é uma pata brilhando.
É a luz da manhã
é o tijolo chegando.
É a lenha, é o dia
é o fim da picada.
É garrafa de cana
estilhaço na estrada.
É o projeto da casa
é o corpo na cama.
É o carro enguiçado
é a lama, é a lama.
É um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma rã.
É um resto de mato
na luz da manhã.

São as águas de março fechando o verão
é promessa de vida no teu coração

Tutu tutu tututurutu...

É uma cobra, é um pau
é Seann, é Miho
É um espinho na mão
é um corte no pé.

São as águas de março fechando o verão
é promessa de vida no teu coração

É um estrepe, é um prego
é uma ponta, é um ponto.
É um pingo pingando
é uma cor, é um conto.
É um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma rã.
É um belo horizonte
é uma febre terçã.

São as águas de março fechando o verão
é promessa de vida no teu coração

São as águas de março fechando o verão
é promessa de vida no teu coração

viernes, 26 de marzo de 2010

Aquarela - Toquinho


Toquinho - Aquarela








Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo.
corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva,
e se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva.
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel,
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
vai voando, contornando a imensa curva norte e sul,
vou com ela, viajando, havai, pequim ou istambul.
pinto um barco a vela branco, navegando, é tanto céu e mar num beijo azul.
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená.
tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar.
basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo,
e se a gente quiser ele vai pousar.
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida.
de uma américa a outra consigo passar num segundo,
giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.
Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está.
e o futuro é uma astronave que tentamos pilotar,
não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar.
sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar.
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá.
o fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá.
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá).
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá).
giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (que descolorirá).